Médicos fazem alerta sobre diabetes no dia de combate à doença

No Dia Mundial de Combate ao Diabetes, os médicos fazem um alerta sobre o risco silencioso da doença, que provoca mais de 130 mil mortes por ano no Brasil. E metade das pessoas atingidas não sabe que está doente.

É uma doença que ataca em qualquer idade. A pequena Giovanna, de dez anos, foi com o pai e o irmão fazer o teste de acompanhamento. Há um ano a família descobriu que ela tinha diabetes.

“Ela entendeu bem e hoje ela está bem adaptada”, diz o pai.

Repórter: Tá satisfeita com resultado?
Giovanna: Tô
Repórter: O que você fez pra ficar bem?
Giovanna: Alimentação, eu me alimento certo.
Repórter: Não come mais doces?
Giovanna: Não... Só de vez em quando.
Repórter: Só um chiclete?
Giovanna: Sem açúcar.

Os testes de Giovanna foram feitos em um evento no Rio do Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Teve palestras, exames.

Quando a doença é descoberta cedo, as pessoas podem levar uma vida normal. Mas, sem tratamento, as complicações são gravíssimas, como cegueira, amputação e até a morte.

O diabetes já é considerado uma epidemia no mundo. No Brasil, os médicos estimam que 14 milhões de pessoas tenham a doença, quase 10% da população.

Mas a metade não descobriu isso ainda. E a previsão é de avanço do diabetes nos próximos anos.

Uma picada no dedo, uma gota de sangue o equipamento portátil e em cinco segundos sai o resultado. É o teste do diabetes.

Mas os médicos calculam que mais de 7 milhões de brasileiros não sabem que estão doentes porque não fizeram um teste simples.

Não é fácil descobrir o nível de glicose no sangue somente através dos sintomas.

“Ela provoca muito poucos sintomas ou nenhum sintoma, somente quando a glicose tá muito elevada é que ela vai produzir os primeiros sintomas que são sede excessiva, fome, perda de peso, visão embasada, infecções genitais, mais isso é um diagnóstico bastante tardio e demora pra aparecer”, afirma Márcio Krakauer, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes.

A dentista Solange Ferman, de 61 anos, tem diabetes há 32. Ultimamente, ela andou relaxando na dieta e o resultado não foi bom, mas foi um alerta importante.

“Agora eu tenho que entrar na linha, é meu puxão de orelha”, afirma Solange Ferman.


Fonte: G1

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